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…but i guess its what they call growing up

O ano acabou e um novo chegou. Eu mudei de idade mais uma vez e precebi que não lembrava dessa época no ano passado, então recorri aos textos antigos desse blog (que são tipo três, porque eu meio que parei de escrever frequentemente depois da grande crise depressiva). Relendo memórias relembro sentimentos (e invento palavras e não me importo), o que torna ainda mais claro e vívido o quanto eu mudei nesse último ano. Acredito que não discorri sobre isso ainda, não de forma objetiva ou clara, já que toda possível manifestação de idéias durante a volta (porque o jeito mais claro de definir esse ano que passou é como uma volta de mudança de fase, de adolescente para young adult) vinha em meio a uma onda de novas informações, num momento de respiro segundos antes de outro afogamento desnorteador. Agora que aprendi a mergulhar ficou mais fácil, por mais que as ondas continuem me atingindo em intervalos disformes.

Quando o outro ano começou eu tinha medo e raiva. Por mais que eu quisesse que algumas coisas mudassem, agarrava aquilo que era seguro e  me suspendia da realidade, ilusoriamente vivendo através das experiências alheias, muito mais interessantes e divertidas que as minhas próprias. Enfrentar o mundo real e crescer doía e eu evitava isso ao máximo. Eu não queria crescer, nunca quis. Então aconteceu e não teve como evitar.

Como começou? Eu não me lembro, exatamente. Mas as pequenas mudanças acabaram levando às grandes. Testar novos caminhos e áreas me levaram a conhecer novas pessoas, que acabaram me trazendo de volta ao convívio social com humanos reais (próximos fisicamente, inclusive), e isso já foi o suficiente para alterar toda a ordem do universo. E cada descoberta me impulsiona na direção de outras, cada proximidade me motiva a ir além, cada novidade me faz querer mais..  Porque tudo é tão novo, colorido, real e faz tanto sentido.. Tanto.

E assim as coisas mudam. Aos poucos, vagarosamente, sem que você possa perceber. Um dia você acorda e percebe que cresceu, mas tudo que você quer é continuar crescendo, ao invés de voltar. É claro que nem tudo some ou muda, mas lidar com tudo fica diferente. Meus mundos paralelos de escape, por exemplo, continuam presentes e próximos, mas nossa relação é outra. Eu quero viver bem mais coisas por mim mesma, enquanto eles me alimentam com referências e distração.

Normalmente no dia do seu aniversário perguntam como você está se sentindo mais velho e normalmente a resposta é sempre igual. Esse ano, comparado ao ano passado, eu cresci absurdamente mais. Mudei de fase. E minha história favorita é Peter Pan. Irônico? Eu não acho.

Add comment Janeiro 10, 2009


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