Posts Taggedaleatoriedades

blablabla

As vezes um pedaço de papel é melhor que um arquivo no computador. Por que? Hum, não sei dizer. Mas é. talvez porque algumas coisas pessoais são melhores reservadas pra si mesmo ou eventualmente alguém que encontre aquele pedaço de papel perdido. Ultimamente eu travo pra escrever, mesmo coisas pessoais, porque elas precisam de um contexto. Nunca gostei de largar coisas soltas no mundo. Todos os meus personagens inventados sempre tiveram nome, idade, família e história. Mesmo quando nem precisava. Mas algumas coisas precisam simplesmente serem escritas e ainda assim é difícil. Provavelmente porque eu sou complicada.
E agora que eu ando num período de redescoberta de coisas, sejam elas novas deixadas de lado anteriormente ou antigas esquecidas num canto, escrever voltou a ser uma necessidade. Não escrever bem, nem para outras pessoas, simplesmente transpor pensamentos pro papel. Porque, como uma espécie de penseira bastante precária, isso serve pra aliviar a mente, organizar pensamentos e experimentar vontades. Mas minha mania de contextualizar tudo anda atrapalhando.. Porque eu não posso simplesmente escrever, eu preciso criar redes complexas de idéias e pensar mais sobre assuntos que acabam complicando a minha vida. E como se não fosse o bastante, ler sobre escritas e personagens e roteiros me deixa com mais vontade de criar coisas, mas coisas contextualizadas. Ai ai.

Add comment Setembro 13, 2008

Moaning

Final de semestre traz sempre uma correria intensa, provocada por uma centena de trabalhos passados – e as vezes feitos – de última hora. E como não podia deixar de ser, quarta feira eu precisava fazer e entregar numa mesma aula uma coisa um tanto complexa para alguém com poucos conhecimentos em After. Depois de algumas horas na frente do computador e uma garrafinha de água esvaziada, hora de um passeio.

Ao abrir a porta do banheiro, dou de cara com uma poça de água. Nada muito grande, mas consideravelmente espalhada, vinda de um box específico. Um sorriso leve se forma em meu rosto e aceno levemente com a cabeça. Nenhum som, ninguém ali… Mas sei que não estou sozinha. Falo alguma coisa, levantando uma espécie de assunto. Nenhuma resposta. Pouco antes de sair me despeço, sem esperar por resposta.

Então um murmúrio baixo, uma espécie de risinho… Em silêncio, sorrio e saio. Tenho um trabalho para terminar e ela deve ter seus próprios problemas. No dia seguinte não havia mais poça alguma no chão.

Add comment Junho 20, 2008

Forçando palavras

Eu acho engraçado como toda vez que eu abro isso pra escrever eu fico meio o_O e acabo fechando a janela antes de alguma idéia surgir (porque para qualquer besteira eu uso o fotolog, para coisas mais elaboradas ou com um mínimo de noção ou com tamanhos maiores, eu uso aqui). Hoje eu decidi ter alguma coisa escrita e postada quando fechar a janela, para mudar um pouco.

Há algum tempo eu tive uma crise séria de falta de ânimo. Acredito que o pior dela já passou, apesar de nunca ter conseguido voltar ao normal. Isso porque normal é algo relativo e dificilmente uma pessoa consegue voltar ao que era após passar por mudanças – não acho que seja realmente saudável isso, então fico contente com mudanças assim. O problema (que talvez não seja um problema, dependendo do referencial) é que meus níveis de alegria aleatória, empolgação e ultra-felicidade com coisas diversas caíram drasticamente comparados ao padrão alto antigo. Um nível médio é o máximo atingido ultimamente, e só com uma grande dose de ironia adicionada ao objeto em questão. E dessa forma, mesmo estando fisicamente saudável, não consigo me considerar feliz por mais de algumas horas semanais ou mensais. Não feliz bem, mas feliz feliiiiz. Muito feliz eu nunca mais me senti, exceto uma ou duas vezes desde julho passado.

A culpa disso? Gostaria de ter um culpado direto e único, para reclamar dele apenas, mas não tenho. Vários fatores podem ser considerados responsáveis em partes. A depressão pós Harry Potter iniciou tudo, mas eu não posso culpar HP quando todos os meus momentos felizes feliiizes dos últimos 8 anos foram causados, mesmo que indiretamente, por isso (e por isso entenda pela obra como um todo, ou melhor, o hipercontexto da obra). O 4º semestre da faculdade trouxe o maior índice apontável de culpados, incluindo uma corpórea que ainda me persegue (para me proteger de eventuais retaliações não citarei nomes, afinal estamos falando de uma seguidora do ecad) e uma incorpórea que insiste em me aborrecer: a falta de perspectiva, que junto com a falta de motivação e a insegurança não me deixa fazer nada que possa, o mais remotamente possível, me ajudar a atingir a  felicidade plena.

OK, mas por que eu resolvi falar disso? Porque uma das coisas que eu ando evitando fazer (desde julho, aproximadamente, talvez antes) é escrever. Escrever qualquer tipo de coisa própria que me faça bem, mais especificamente. E como a obrigação me força a escrever coisas, por menos vontade que eu tenha, percebi que esse medo/ incerteza/ falta de vontade acaba dando uma trégua quando é forçado. Por isso resolvi forçar também coisas não desagradáveis (mas nem por isso muito agradáveis) de escrever, sejam elas o que forem, esperando quebrar um bloqueio antigo e passar a produzir utilidades, por mais inúteis que sejam. As fics são minha meta principal: arrancar idéias maduras e transformá-las em bem público (porque eu sou a favor do respeito pelo que os outros inventam, mas também da assimilação alheia e possível apropriação do conhecimento para coisas outras).

Concluindo, esse post serviu para aliviar minha mente de algumas idéias, passá-las para o bem público (se é que podem fazer algum bem) e forçar minha habilidade de escrita. Quem sabe acaba funcionando… Obrigada pela paciência.

1 comment Abril 19, 2008

Lendo

Hum, não foi intencionalmente que dei um tempo em postar coisas novas por aqui. O combinado era escrever sempre, mas também escrever coisas com nexo e minimamente elaboradas, não apenas não-tenho-o-que-fazer-e-precisava-postar-aqui e derivados. A verdade é que sem temas escolhidos eu acabo indo fazer outra coisa e esqueço. Completamente. Mas enfim, estamos aqui e isso é o que importa.

Férias andando como sempre, só com mais livros que o normal. Ok, julho passado foi passado lendo, mas basicamente HP. Do começo do ano até agora foram livros muito diferentes (aka. não-partes de uma mesma série) os terminados. Temas comuns em vários. E o que eu posso fazer se isso é uma das coisas que mais me agrada e que eu sei fazer melhor? Aproveitar, simplesmente. A única regra imposta foi: ler tudo o que não foi lido antes de reler favoritos, sempre um livro de cada vez. Senão eu já estaria embolada de novo há tempos.

Ler é uma coisa divertida que consome tempo. Por isso tudo que eu tenho feito é basicamente ler… E ainda assim ando entediada. Não que eu queira voltar para as aulas, no way… Quanto mais tempo longe dos trens lotados, obrigatoriedades e coisas que me estressam e confundem, melhor. Quanto mais eu puder prolongar a escolha da função que farei no semestre (já que estava certa de fazer direção de arte e talvez roteiro e agora inverti completamente as opções, até quando só os deuses sabem), melhor. Mas às vezes é bom fazer coisas diferentes e é disso que estou precisando. Às vezes, pelo menos. Eu acho. Mas ler vicia e deixar mundos imaginários dói, então eu evito fazê-lo a maior parte do tempo. Porque eu estou entediada, mas comodamente. Não chegamos em nenhum estado terminal ou com crises de raiva… Pelo menos não ainda. E todas as vezes que saímos é pra ir em livrarias, ironicamente. xD.

Hum, acabou sendo um post temático sem querer. o_O.

1 comment Janeiro 18, 2008

Aleatoriedades #1

Ok, eu ia escrever alguma coisa útil. Juro que ia. Mas perdi completamente o rumo quando Resign começou a tocar aqui e agora não consigo me lembrar o que exatamente ia escrever. O tema eu lembro, mas é tão amplo que não sei por onde começo ou que direção escolho. Então resolvi escrever algumas linhas de nada com nada, só pra passar a vontade desesperada de escrever alguma coisa. Pronto.

Naah.xx

Add comment Outubro 11, 2007


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