Blog novo!

Fiz um novo blog, com propósitos e atualizações. Não pretendo matar este aqui, pelo menos não mais do que já matei….

 

http://draumrkopa.wordpress.com/

 

See ya there.

abril 3, 2011 at 6:46 pm Deixe um comentário

2010

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só mais 2 anos pra acabar tudo. bring it on.

 

dezembro 29, 2010 at 5:43 pm Deixe um comentário

Harry Potter and the Deathly Hallows – part 1

Não é nenhum segredo o quanto eu sempre abominei as adaptações de Harry Potter para o cinema. Com todos os problemas e erros vindos lá do início, do casting das crianças às distorções e adaptações precárias da história, a cada ano vemos mais um filme destruir partes fundamentais desses livros tão imensamente ricos em detalhes e idéias, o que para os fãs mais obcecados por isso (como eu), não poderia ser pior.

No último ano, no entanto, quando assisti Half Blood Prince, pela primeira vez não saí desapontada do cinema. É claro que o filme está longe de ser incrível e existem muitas falhas na adaptação, mas dessa vez passou. Talvez fosse porque minhas expectativas estavam extremamente baixas, mas fiquei feliz ao encontrar tantos detalhes perdidos que, para aqueles que têm as páginas descritas tão claramente em seu cérebro, certamente trouxeram um punhado de sorrisos surpresos.

E nesta semana que passou, com a estréia da primeira parte da última adaptação da série para as telas chegando, senti novamente uma ansiedade que há muito não tinha: a ansiedade da fila do cinema, de discutir a ordem das coisas e me empolgar para ver por outro ponto de vista algo que já conheço tão bem. Parte dessa ansiedade veio por David Yates continuar dirigindo a série e da possibilidade de, quem sabe, nos presentear outra vez com mais detalhes sorridentes. E eu estava certa.

Pela primeira vez nesses meus 10 anos de Harry Potter (e quase o mesmo tempo de adaptações) eu sorri do início ao fim, satisfeita com o que estava vendo. Para tudo existe uma primeira vez, não é mesmo? Eu achava que para isso não havia mais chance, mas eles acertaram. Na véspera do fim, eles acertaram. Quase em cheio.

Está tudo ali: os conflitos, os lugares, a tensão, a raiva, o medo. As cenas na Mansão Malfoy estão incrivelmente próximas das descritas (apesar da falta dos pavões albinos, da aparência lastimável de Narcissa e da cena no porão – ou melhor, câmara secreta sob as escadas da qual o ministério não tem conhecimento). Quase não coube de felicidade ao ouvir aquele “Nagini, dinner”.Sim, eles conseguiram. Pela primeira vez na história das adaptações Potterianas para o cinema aquilo que nós lemos está na tela, vivo. Não nos mínimos detalhes, mas suficientemente.

David Yates é muito bom em retratar o núcleo dos personagens centrais como seres humanos, dotados de sentimentos e personalidades. Harry, Ron e Hermione estão mais vivos, mais reais e poderiam muito bem ter saído de uma temporada de Skins (numa versão mais nerd e sem drogas).Os conflitos funcionam e a história flui, porém a magia existe apenas como ferramenta, e é nisso que ele falha.

Harry Potter é uma história humana, mas acima de tudo é uma história mágica. Foi a magia que nos conquistou quando lemos pela primeira vez e para muitos é o mundo mágico que segura a trama tão bem. Para Yates, no entanto, a magia só aparece quando necessária e como alívio cômico de vez em quando. Isso gera outro problema, uma vez que metade da história está no entendimento do contexto mágico da série: Tom Riddle e os Horcruxes, Dumbledore, Grindelwald e as Deathly Hallows. Todas as histórias de fundo, necessárias para explicar a parte mágica, acabam ficando de lado ou sendo mal contadas, jogadas aleatoriamente. Nem tudo pode ser perfeito.

Até hoje o único filme que conseguiu trabalhar esse histórico mágico de uma forma brilhante foi Chamber of Secrets, do Chris Columbus. Coincidentemente segundo filme do diretor na série, após uma primeira adaptação não tão boa assim. Talvez o problema desta franquia seja realmente a troca constante de diretores (que só começam a acertar depois de um tempo com as mãos na massa), assim como a quantidade imensa de informação colocada em um tempo tão curto. Dividir um livro em dois filmes foi uma solução tardia (e basicamente de marketing), mas que poderia resolver facilmente boa parte dos problemas de adaptação se usada desde o início.

Tudo bem que eu sempre vou acreditar que a única forma de adaptar HP coerentemente seria em forma de uma série animada, com 22 episódios de 50 minutos para cada temporada/livro, sem contenção de descrições ou efeitos e escrita, dirigida e supervisionada pela mesma equipe do começo até o fim. Fica a dica, Warner. E eu super me ofereço para ajudar.

Mas é isso aí. Agora é esperar até o ano que vem para assistir a segunda metade de Deathly Hallows, que se seguir o padrão da primeira melhorado, tem tudo para ser o final perfeito numa uma série com poucos altos e muitos baixos.

novembro 21, 2010 at 5:52 pm Deixe um comentário

in my life i love you more

Há algum tempo eu substituí esse blog por um caderno, no qual posso escrever livremente sem me preocupar com concordâncias, leitores ou enfim. Estamos muito felizes juntos, mas algumas coisas precisam ser compartilhadas com o mundo. Não com o mundo inteiro, obviamente, mas com alguém além de mim. E é por isso que estou aqui hoje.

Eu costumava ter muito medo de cachorro. Muito mesmo. De me pendurar no colo ou correr no meio da rua pra fugir. Até que um dia, não me lembro exatamente por que, resolvi que era hora de mudar. Comecei a andar na mesma calçada e a entrar com as próprias pernas na casa de quem tinha cachorro, algumas vezes até com eles soltos. Aos poucos fui superando o medo, apesar de sempre manter distâncias respeitosas de seres caninos.

Certa vez, quando meu medo estava mais controlado, fomos passar o fim de semana no sítio de um amigo de meu pai. Hoje não tenho idéia de quantos cachorros moravam lá, só que eram muitos e que me deixaram um tanto apavorada, até o momento em que encontrei um filhotinho fofo e mole. Eu e minha irmã passamos tanto tempo com ele que o amigo do meu pai resolveu procurar um pra nós.

Uma semana depois ele ligou. Num sítio próximo havia uma cachorrinha que estava sendo maltratada pelo caseiro e precisava de um lar. Ela não era mais filhote, mas sempre seria pequena.. E assim no sábado seguinte, dia 6 de junho de 1998, pouco antes de irmos pra festa junina da escola, ela chegou. Assustada e tremendo. Com uma dose de coragem que veio não sei de onde, fui a primeira a pegá-la no colo. Assustada e tremendo. Uma olhava pra outra com receio e curiosidade, incertas de como seriam suas vidas dali em diante. Eu tinha onze anos e nenhuma idéia de que acabara de conhecer minha melhor amiga do mundo, aquela de quem não me separaria jamais, meu amor da vida.

Tatá, foi como minha irmã resolveu chamá-la. Achei que o nome era bobo, mas enfim. Ela não tinha um nome antes e pareceu responder a este. Nós brincávamos sempre e ela nunca quis me morder. O melhor cachorro do mundo. Ficamos amigas rapidamente, quase sem perceber. Até que um dia, quando minha mãe saiu pra nos buscar na escola e a deixou no quintal, ela fugiu pelo buraco do tijolo, de tão magrinha que era.

Nunca senti tanto desespero em minha vida quanto quando voltei pra casa e ela não estava lá. Rezei, chorei, andei desesperada pelos cantos enquanto minha mãe procurava e perguntava na rua se alguém a tinha visto. Mais ou menos meia hora depois meu vizinho chegou, com ela no porta-malas do carro. Nunca me senti tão feliz quanto naquele momento em que a peguei novamente nos braços, beijei e esbravejei. Até então não tínhamos idéia de quanto havíamos ficado próximas, e com o passar do tempo passamos a integrar partes de um mesmo ser: não existe Ta sem a Na e nem Na sem a Ta.

Mas a vida não é um conto de fadas e nem todos vivem felizes por toda eternidade. E por mais que preferisse não pensar nisso, eu sempre soube que nosso tempo de vida juntas era limitado. Havia uma ponta de esperança, apesar de tudo, que me fazia acreditar que pelo menos acabaríamos juntas.. Mas nenhuma esperança poderia curar seu sopro ou congelar sua idade.

Sete semanas atrás seu coração parou de aguentar e desde então o meu tem trabalhado dobrado para continuar batendo. Perder uma parte de si dói, principalmente quando se trata da parte que fortalece o todo. Como Lyra e Pantalaimon a caminho do mundo dos mortos, mas sem Will.

E apesar da dor é preciso continuar, é preciso ser forte, é preciso viver. Porque a esperança persisite e de alguma forma em algum tempo e espaço estaremos juntas novamente, finalmente completas. Até então eu tentarei meu melhor, coletando novas histórias e lembranças para lhe contar, mesmo que seja difícil e dolorido viver aqui sozinha. Na e Ta, para sempre.

abril 7, 2010 at 7:18 pm 1 comentário

…but i guess its what they call growing up

O ano acabou e um novo chegou. Eu mudei de idade mais uma vez e precebi que não lembrava dessa época no ano passado, então recorri aos textos antigos desse blog (que são tipo três, porque eu meio que parei de escrever frequentemente depois da grande crise depressiva). Relendo memórias relembro sentimentos (e invento palavras e não me importo), o que torna ainda mais claro e vívido o quanto eu mudei nesse último ano. Acredito que não discorri sobre isso ainda, não de forma objetiva ou clara, já que toda possível manifestação de idéias durante a volta (porque o jeito mais claro de definir esse ano que passou é como uma volta de mudança de fase, de adolescente para young adult) vinha em meio a uma onda de novas informações, num momento de respiro segundos antes de outro afogamento desnorteador. Agora que aprendi a mergulhar ficou mais fácil, por mais que as ondas continuem me atingindo em intervalos disformes.

Quando o outro ano começou eu tinha medo e raiva. Por mais que eu quisesse que algumas coisas mudassem, agarrava aquilo que era seguro e  me suspendia da realidade, ilusoriamente vivendo através das experiências alheias, muito mais interessantes e divertidas que as minhas próprias. Enfrentar o mundo real e crescer doía e eu evitava isso ao máximo. Eu não queria crescer, nunca quis. Então aconteceu e não teve como evitar.

Como começou? Eu não me lembro, exatamente. Mas as pequenas mudanças acabaram levando às grandes. Testar novos caminhos e áreas me levaram a conhecer novas pessoas, que acabaram me trazendo de volta ao convívio social com humanos reais (próximos fisicamente, inclusive), e isso já foi o suficiente para alterar toda a ordem do universo. E cada descoberta me impulsiona na direção de outras, cada proximidade me motiva a ir além, cada novidade me faz querer mais..  Porque tudo é tão novo, colorido, real e faz tanto sentido.. Tanto.

E assim as coisas mudam. Aos poucos, vagarosamente, sem que você possa perceber. Um dia você acorda e percebe que cresceu, mas tudo que você quer é continuar crescendo, ao invés de voltar. É claro que nem tudo some ou muda, mas lidar com tudo fica diferente. Meus mundos paralelos de escape, por exemplo, continuam presentes e próximos, mas nossa relação é outra. Eu quero viver bem mais coisas por mim mesma, enquanto eles me alimentam com referências e distração.

Normalmente no dia do seu aniversário perguntam como você está se sentindo mais velho e normalmente a resposta é sempre igual. Esse ano, comparado ao ano passado, eu cresci absurdamente mais. Mudei de fase. E minha história favorita é Peter Pan. Irônico? Eu não acho.

janeiro 10, 2009 at 2:33 pm Deixe um comentário

My voice is gone for screaming and my body aches from giving them hell

always better late than never

always better late than never

Uma semana depois – semana esta que passou muito rapidamente, por sinal – depois de assimilar completamente tudo que aconteceu, é hora de relatar fatos. Não que algo absurdamente extraordinário tenha acontecido, nem nada que não era esperado, mas sempre é bom registrar os resultados de coisas que causaram grandes expectativas. Tentarei não ser descritiva demais, mas provavelmente acabarei falhando. Sinta-se livres para pular partes (caso alguém realmente esteja lendo isso, o que eu duvido que aconteça).

Duas semanas atrás eu estava certa de que tudo passaria muito rapidamente e provavelmente bem longe de mim (já que depois daquela visão em sonho da fila minhas esperanças de grade se esvaíram), até que surgiu a possibilidade, à partir de desesperos alheios, da quarta feira. E com isso tudo mudou. Porque quem se importa se tudo aconteceria longe e de forma rápida, sendo em dobro? Eu certamente não. E fiquei bem mais feliz e menos desesperada diante dessa situação.

Quarta feira. Tudo bem, eu posso viver minha vida normalmente de manhã e entrar em modo espera de tarde. Sem problemas. Amanhã tem mais mesmo.. E por muita sorte e um bom amigo conseguimos um lugar consideravelmente bom na fila, principalmente pra quem chegou de tarde. Tarde esta de frio, garoa e com poucos casacos. Antecipações leves. Era tudo parte da preparação pra quinta feira, mesmo.. Quase um ensaio. Um ensaio caro, superlotado e perfeito, em que tudo seria testado para o dia seguinte, o oficialmente primeiro e oficialmente esgotado.

Adiantando algumas horas no tempo e vários metros no espaço, conseguimos um lugar bem legal lá dentro. Pra baixo do primeiro degrau, mais ou menos no meio. Nem parecia bom, até que começamos a ver as pessoas que só conseguiram ficar lá no fundo. Mudar o ponto de vista sempre ajuda a melhorar a auto estima. Então precisamos aguentar por muito tempo (não sei se chegou a meia hora, mas a sensação foi de pelo menos cinco inteiras) o breakout destruindo músicas alheias e chorando com as suas próprias. Terceira vez que eu os vejo ao vivo, no dia seguinte seria a quarta. Não recomendo pra ninguém isso. Mesmo.

Depois deles finalmente sairem do palco e do cartaz idiota descer, os técnicos da banda de verdade entraram em cena. “Olha, não é o Neil?”. “Onde? O___O! Neil! É o Neil! NEIL!!!”. Sim, eu fiquei tão absurdamente feliz de ver o Neil que comecei a gritar. Sozinha, porque aparentemente só existiam posers e fãs mal educadas lá dentro, ninguém capaz de reconhecer uma das pessoas mais legais do mundo – ou pelo menos o cara que apresentou o Brasil pro McFly, que fez eles gravarem um vídeo pra gente e que era super atencioso sempre, com todo mundo. Quanta consideração.. Se não fosse pelo Neil o McFly nem teria idéia que existem fãs aqui, muito menos que teria público pra lotar quatro shows nesse país. País idiota habitado por selvagens. Bela imagem que eles tem daqui agora.. Mas só seria realmente bom e civilizado se eles tivessem vindo há uns dois anos, pelo menos, quando não havia posers idiotas nem selvagens, só fãs civilizadas, educadas e felizes. Saudades das 50 pessoas do primeiro meeting.

Mas enfim, voltando ao show (porque agora ele realmente começou). One for the radio, milhões de pulos e gente gritando. “Olha, o Danny. Hahahah.” Porque o Danny é tipo meu amigo, só que ele ainda não sabe disso. Assim como o Harry, o Tom e o Dougie. E todas as vezes que eu os via no palco tocando e cantando e pulando e tentando falar (porque o som tava horrível e não dava pra entender nada) eu tinha esse sentimento familiar, de pessoas que eu conheço bem e vejo sempre. Só que eles não me conhecem. Ainda, pelo menos. Eu era só mais uma pessoa cantando e pulando, que bizarramente os conhece e vive num lugar selvagem do outro lado do mundo. yey.

E foi meio que isso o resto do show. Danny master bravo e querendo acabar aquilo logo, Tom como a educação em pessoa (com o cabelo mais lindo do universo) sendo super civilizado, Judd fazendo várias caras engraçadas e sendo absolutamente sexy na bateria e o Poynter pulando por aí, sincronizadamente comigo, com sua faixa no cabelo e seu baixo brilhoso rosa que acende (que eu só realmente vi no dia seguinte). No meio de Transylvania minha querida gêmea atrasada me fez o favor de esquecer de respirar, acumular emoções e passar mal, levando a gente dois lances de degraus pra trás. Mas tudo bem, dali eu enxergava todo mundo. O problema foi eu tentar tirar fotos. Simplesmente não dá. Não possuo essa capacidade de me concentrar e divertir e apertar botões e cantar e pular ao mesmo tempo. Mas ainda tinha o show de quinta, então tudo bem.

Vamos acelerar o tempo até quinta feira. Chegamos na fila as 7h e pegamos um lugar mais pra trás que no dia anterior. uhu. Mas eu meio que já sabia disso, só tinha ainda alguma esperança da minha visão estar errada. Não estava (o que por um lado é super bom, já que mostrar que as vezes eu realmente posso prever o futuro). Tudo bem, só mais doze horas de fila e poderiamos pular e cantar com o McFly de novo (note que “de novo” traz uma importância tão enorme que não tem como ser descrita). Frio absurdo. Eles realmente tiveram o azar de não pegar um solzinho que fosse por aqui, país de sol, praia, carnaval e fãs selvagens. Pelo menos estávamos protegidas por uma árvore e com uma mureta-banquinho à nossa disposição. Por 12 horas. Pessoas legais para conversar, planos de ordem (de acordo com o ensaio anterior), tensões e dramas com furadores de fila. Nosso lado do quarteirão era o revolucionário e o nosso grupo o mais ativista ali no meio (exceto talvez pela “tia da fila”, lá na frente).

Organizações preparadas, corrente formada, correrias e tropeções a cada movimentação da fila. Mas deu certo, porque pelo menos até o nosso pedaço ninguém furou a fila (também, se tentasse morreria, devido ao nível de stress gerado por doze horas de frio e ansiedade). Pegamos lugares um pouco piores, no primeiro degrau, mas tudo bem. Só que aguentar o breakout de novo foi BEM mais difícil. Porque além deles tocarem super mal e estragarem músicas alheias eles usaram o mesmo texto e movimentos decorados, provavelmente para os quatro shows. E o menino gêmeo da ponta ainda pegou outra menina. Tipo, como assim?! Porque ninguém tinha entendido muito bem na quarta, mas todo mundo supôs que fosse um número com a namorada que queria aparecer, não que ele só queria pegar alguém no palco pra aparecer. Alguém diferente em cada show. Poderia ser mais patético? ¬¬. E por isso eu acho que eles serão todos internados em uma instituição mental daqui a uns anos, se continuarem se achando tanto assim. Ainda mais se as pessoas continuarem dando incentivo pra coisas desse tipo..

Quando o Neil subiu no palco – de novo – as pessoas continuaram apáticas, gritando suas aleatoriedades e não mostrando qualquer tipo de gratidão. Senti vergonha. Muita. E gritei sozinha, porque no meio dos 6000 gritos que ele escutaria de qualquer jeito havia, pelo menos um, agradecendo por tudo e mostrando algum apreço. Que país infernal que eu vivo, por Merlim. Pelo menos dessa vez, quando a minha (outra) companhia passou mal, o show ainda não tinha começado e as pessoas ajudaram. Com água e chocolatinho ainda. Muito obrigada a quem nos ajudou, estejam vocês lendo isso ou não.

E vamos lá outra vez. One for the radio, take dois. Eu já sabia o que esperar e em qual ordem, inclusive, o que acalmou demais a ansiedade. Todos estavam felizinhos dessa vez e o som bem melhor, então a noite anterior realmente serviu pra alguma coisa (pro via funchal arrumar coisas, pelo menos, e os fãs se divertirem). E eu consegui ver bem mais o Tom (de verde também é bem mais fácil achar alguém num palco escuro) e o Dougie. E vi o licking acontecendo no palco e a cara do Danny depois no telão. E só isso já valeu todas as horas de espera e frio e nervoso. E eu vi o baixo rosa brilhoso que acende e fiquei MUITO feliz. E reparei nos bicos que o Harry faz quando toca. E acompanhei o cabelo lindo maravilhoso do Tom começar a ficar molhado e grudento. E pulei sincronizadamente com os três que pulam, sem pausas por pessoas passando mal ou pra tirar fotos. E foi realmente muito, muito bom, principalmente pelos efeitos somados da noite anterior.

Depois que acabou, enquanto esperávamos a multidão dissipar, um grupinho de pessoas cai no chão do nosso lado, brigando com todas as forças pela baqueta do Harry. Ok, se não fosse uma grande besteira e eu não soubesse que um dia ainda vou conseguir a minha própria (e com a boxer), eu teria entrado na briga também. Mas não entrei e sobrevivi. Então quando estávamos saindo alguém bate em mim desesperadamente, apressado pra sair (já que com o super zumbido nos ouvidos ninguém vai ouvir um pedido de licensa mesmo, o melhor é cutucar a pessoa tampando o caminho – no caso eu). O menino me ultrapassou e parou, na virada da escada, praticamente morrendo tentando respirar. Então eu vejo o que ele tinha nas mãos, a mesma coisa que usou pra me bater e pedir licensa.. a baqueta do Harry! OMG! De uma forma muito estranha acabamos nos tocando. Eu e o Harry. hahah. s2.

E foi basicamente isso que aconteceu na outra semana, o que eu estive esperando nos últimos três anos e meio. Não, eu não roubei a baqueta do menino (porque eu ainda vou conseguir a minha própria, dada em mãos. E porque ele foi mais rápido, escondendo a baqueta e correndo pra longe assim que conseguiu respirar). Mas eu me diverti muito e tudo acabou valendo a pena. Agora é esperar que os lucros tenham sido bons e eles resolvam voltar ano que vem, e também que eu ganhe muito dinheiro e vá pro Reino Unido o quanto antes pra assistir um show civilizado, na grade e com meet and greet depois.

outubro 18, 2008 at 4:10 pm 2 comentários

blablabla

As vezes um pedaço de papel é melhor que um arquivo no computador. Por que? Hum, não sei dizer. Mas é. talvez porque algumas coisas pessoais são melhores reservadas pra si mesmo ou eventualmente alguém que encontre aquele pedaço de papel perdido. Ultimamente eu travo pra escrever, mesmo coisas pessoais, porque elas precisam de um contexto. Nunca gostei de largar coisas soltas no mundo. Todos os meus personagens inventados sempre tiveram nome, idade, família e história. Mesmo quando nem precisava. Mas algumas coisas precisam simplesmente serem escritas e ainda assim é difícil. Provavelmente porque eu sou complicada.
E agora que eu ando num período de redescoberta de coisas, sejam elas novas deixadas de lado anteriormente ou antigas esquecidas num canto, escrever voltou a ser uma necessidade. Não escrever bem, nem para outras pessoas, simplesmente transpor pensamentos pro papel. Porque, como uma espécie de penseira bastante precária, isso serve pra aliviar a mente, organizar pensamentos e experimentar vontades. Mas minha mania de contextualizar tudo anda atrapalhando.. Porque eu não posso simplesmente escrever, eu preciso criar redes complexas de idéias e pensar mais sobre assuntos que acabam complicando a minha vida. E como se não fosse o bastante, ler sobre escritas e personagens e roteiros me deixa com mais vontade de criar coisas, mas coisas contextualizadas. Ai ai.

setembro 13, 2008 at 11:35 pm Deixe um comentário

It won’t be long yeah, yeah

Eu nasci na época errada. Isso é fato comprovado cientificamente e tudo, mas como ainda não inventaram uma forma eficiente de transporte pelo tempo/espaço, acabei me adaptando consideravelmente bem para viver aqui. Acontece que de vez em quando sou acometida por surtos de necessidade de tempo certo, desesperadamente precisando de algo que me atravessa, do espectro de uma época que ecoa através de todo o meu ser e ainda assim não posso tocar. E assim, sem saber o que fazer ou conseguir raciocinar completamente, imagino que talvez não seja a única presa no momento errado. E se existem pessoas como eu espalhadas pelo tempo/espaço deve haver um jeito de consertar tudo.

Ok, isso tudo deve parecer uma grande maluquice, visto de fora. Vou tentar explicar melhor. Imagine que você precisa de uma música. Não existe jeito de tocá-la, apesar de senti-la ecoando por seu corpo e alma, atravessando o possível e o apenas imaginável, promovendo sensações e provocando reações imateriais. Imagine que seu corpo está tão cheio de possibilidades que cada vez que você escuta essa música tudo parece querer explodir. E tudo seria tão melhor se realmente explodisse e completasse o mundo a sua volta… Mas para isso seria preciso tocá-la, e ela é apenas som. Imaterial, impalpável, invisível.

Agora imagine que não é apenas uma música, mas um milhão delas. E cores, formas, estampas, roupas, imagens, pessoas, ideologias, costumes, sensações, sentimentos, luzes, ações, descobertas, fatos. E por isso eu sei que pertenço a outra época, uma muito mais colorida, inspirada e cheia de acontecimentos que essa. Porque todos os estados de espírito dos anos 60 correm em meu corpo, mente e alma. Sempre. Juntos ou separados, combinados ou solitários. E potencialmente eu tenho tudo dentro de mim, tudo que sempre quis viver e sentir, explorar, colorir. Eu só preciso de algo que me faça despertar, algo que valha a pena, algo que eu possa tocar e sentir. Algo que liberte nessa época o espírito de uma já passada.

Se eu voltasse no tempo tudo seria muito mais simples, alegre e psicodélico. Eu moraria numa comunidade hippie, espalharia cores e viveria o amor livre. E ainda por cima veria os Beatles tocando ao vivo. Porque  em outro tempo/espaço tudo é uma possibilidade.

julho 12, 2008 at 11:27 pm Deixe um comentário

(mais um) Fim de semestre

Já que eu adquiri o costume de escrever sobre o semestre que passou, resolvi fazer isso agora. Não estava com vontade, mas como virou hábito é bom registrar… Principalmente por esse ter sido absolutamente diferente dos anteriores, em termos de projeto.

Todo fim de semestre/ início de férias eu sento na frente do computador, nível de irritação consideravelmente alto, e descarrego tudo no teclado, escrevendo horas e horas sobre como a vida é injusta e as pessoas não prestam. Hahah, que ótimo. Pela primeira vez eu não vou precisar fazer isso. Sim, existe esperança no mundo, junto com pessoas que realmente se importam com projetos e se empenham em terminá-los da melhor forma possível. Existem equipes que funcionam bem, mesmo quando todos os problemas do mundo surgem para atrapalhar. As brigas e responsabilidades empurradas, em casos assim, não existem. E isso pode salvar o semestre e as esperanças de uma pessoa, além de reestabelecer padrões lufanos de felicidade.

É claro que nem tudo acontece da forma que esperamos ou queremos. Alguns professores continuam os mesmos, mas com o tempo aprendemos a ignorá-los para viver em paz. Trabalhos sempre surgem aos montes nas últimas semanas de aula, desesperando até a mais calma das criaturas e promovendo uma série de desafios contra o calendário. Então tudo acaba de uma vez. Férias. Simples assim. E eu fico desnorteada e sem saber o que fazer, ainda no ritmo de uma correria que já acabou. uhu.

junho 25, 2008 at 8:08 pm Deixe um comentário

Moaning

Final de semestre traz sempre uma correria intensa, provocada por uma centena de trabalhos passados – e as vezes feitos – de última hora. E como não podia deixar de ser, quarta feira eu precisava fazer e entregar numa mesma aula uma coisa um tanto complexa para alguém com poucos conhecimentos em After. Depois de algumas horas na frente do computador e uma garrafinha de água esvaziada, hora de um passeio.

Ao abrir a porta do banheiro, dou de cara com uma poça de água. Nada muito grande, mas consideravelmente espalhada, vinda de um box específico. Um sorriso leve se forma em meu rosto e aceno levemente com a cabeça. Nenhum som, ninguém ali… Mas sei que não estou sozinha. Falo alguma coisa, levantando uma espécie de assunto. Nenhuma resposta. Pouco antes de sair me despeço, sem esperar por resposta.

Então um murmúrio baixo, uma espécie de risinho… Em silêncio, sorrio e saio. Tenho um trabalho para terminar e ela deve ter seus próprios problemas. No dia seguinte não havia mais poça alguma no chão.

junho 20, 2008 at 10:33 pm Deixe um comentário

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